terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Parabéns, campeão!

#Ficaadica: Procurando filme cult e clássicos antigos? Baixe centenas dele aqui gratuitamente!

Aê!

Bom dia, criançada! O Bozo chegou, trazendo alegria pra você e pro vovô

Not.

Quem ficou 2 horas na fila para pegar o maldito documento na Fib põe a mão aqui!
NA BUNDA NÃO, HEIN!

Depois querem que eu mantenha o brilho nos olhos e o sorriso na voz.

Vou fazer uma aposta com vocês, meus leitores, porque promessa pra santo está fora de moda, se eu conseguir receber meu contrato de estágio direitinho HOJE, sublimarei minha vontade de me embebedar imediatamente e virei aqui arrumar o meu blog (sim, eu sou paranóica com as coisas que tenho que fazer).

Em compensação, se eu não receber, vocês me ajudam fazendo posts e colocando aqui. Qualquer coisa serve, piada, receita de bolo, propaganda... é só mandar pro meu e-mail que eu coloco aqui.

PORQUE TÁ FODA, ME CONCENTRAR PRA FAZER AS COISAS SEM DINHEIRO NO BOLSO. TÁ FODA.


Em tempo, ontem, durante a minha via crucis, descobri que aquele narigudo viado do Luciano Huck tem ações na Estácio de Sá... só isso pra explicar este sorrisinho insuportável de satisfação:


Daí, eu fui investigar na internet o lado negro da força desta faculdade e acabei achando este artigo óóótemo na Desciclopédia. Rachei o bico de rir, claro!


Para aqueles que acham um absurdo eu falar mal da faculdade em que eu estudo, favor morderem as respectivas testas de vocês. Eu comecei meu curso de jornalismo na PUC-GO (onde, felizmente, peguei as principais matérias - impresso, tele, rádio, foto e webjornalismo. Portanto, a base que tenho e que me coloca em algum lugar do mercado de trabalho obviamente não é advinda da Estácio de Sá). Por motivos que não são da conta de vocês, eu tive que me mudar para Salvador de uma hora para outra. Aqui, tentei fazer prova residual na Ufba, mas não surgiu nenhuma vaga para jornalismo. Tentei Católica-Ba, mas lá não existe o curso de jornalismo. Quando iria tentar o vestibular na Ufba (com aproveitamento de matérias, que eu não sou trouxa), rolou uma superpromoçãomercantilista na Fib: quem fizesse a melhor redação no vestibular da Estácio de Sá ganharia bolsa integral durante todo o semestre. Desculpaí, mas a minha foi a redação escolhida... e de graça até ônibus errado e injeção na testa, né não? A partir daí, descobri o que é o inferno na terra.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Tamu aê, na alegria e na tristeza, na riqueza e na merda...

Gentem, vieram me falar sobre o quão amável eu fui no último post. Disseram também que, embora tenham ficado comovidos com as minhas palavras, talvez (em uma situação extramamente remota), pode ser que outras pessoas achem pesado demais, pensem que está fora da minha linha editorial, se sintam ofendidos e acabem me abandonado.

Cogitei a ideia de apagar o referido post, mas, como comunicóloga e amiga de meus leitores que sou, entendi que seria manipulação de informação e injustiça com quem chegasse atrasado (e gosta de barraco). Então, achei por bem vir aqui me explicar, sem eliminar os vestígios (não existe crime perfeito, né Humberto Gesinger? Adoro Engenheiros, sabiam?).

Bom, o caso é que esse blog não pode ficar abandonado SÓ porque estou na merda, porque posso estar nela e nem por isso vou achar bonito ficar nadando em bosta. Portanto, já que eu não tinha coisas belas e poéticas pra contar, acabei falando toscamente sobre a uruca da minha atual situação. Mas, pra vocês não acharem que eu sou uma menina feia, malcriada, da boca suja... relatarei aqui algumas de minhas angústias diárias e sei que me entenderão.


Então vamos por partes.

Até dezembro do ano passado eu trabalhava em um dos maiores jornais do norte e nordeste (onde não se lê notícias matutinas e nem noturnas). Tudo romântico e lindo, mas eu precisava respirar ares mais saudáveis e conviver com pessoas menos egocentricas. Em um ato de independência ou morte, pedi minha carta de alforria... ops minha demissão.

Neste mesmo mês fui em busca de um estágio em uma outra instituição que já havia me chamado para trabalhar lá, mas que eu havia recusado a proposta por não poder conciliar com o jornal (questões de leis sindicalistas, não sou eu que sou preguiçosa, seus linguarudos).

Na tal instituição (meu namorado me fez prometer que eu não falaria o nome do lugar antes de estar empregada senão iriam colocar olho gordo em mim até não dar certo. E, como o bicho tá pegando, é bom não arriscar, né?), pediram para que eu procurasse o RH após as festas de fim de ano. Proposta, aliás, extramamente agradável para os meus ouvidos, tendo em vista que eu precisava descansar um pouco.

Passou Natal, passou Reveillon, eu viajei, voltei, recesso acabou, procurei o bendito RH e nada... era um tal de "segunda-feira vc me liga" que não acabava mais. Até que chegou a bendita segunda-feira, me ligaram e mandaram ir até o CIEE assinar os contratos de estágio. Simples assim! Não, claro que não foi simples assim... a retardada, vulgo eu, chegou lá e não tinha bulhunfas de contrato no meu nome.

Beleza, beleza... paciência é uma virtude dos mais evoluídos. Uma semana depois (eu ligando todos os dias pro tal RH pra lembrá-los de enviarem meu nome), eles dizem que agora tá certo, que posso ir lá no CIEE retirar os contratos. Uma hora de fila depois, mandaram meu nome com o sobrenome errado. Acharam melhor eu ir pra casa e esperar até que o equívoco tivesse sido corrigido.

Cinco dias depois e lá vai eu continuar a saga de morrer na fila do INSS (vulgo CIEE) até estar com meu contrato-miragem em mãos. E adivinhem? Não, não deu nada errado. Eu saí do CIEE com as 4 vias do meu contrato em mãos. Maravilha, não é? Não, não é! Seria se uma das vias não tivesse que ser assinada pela faculdade.

Colocaram no meu contrato que eu já havia começado, portanto precisaria agilizar meus documentos e levar na Instituição o quanto antes. E eis que chego no Núcleo de Estágio de minha faculdade e me avisam que, para receber, os meus novos contratos, eu teria que levar um documento assinado pelo meu ex chefe do jornal comprovando que eu já tinha saído de lá. Nem reclamei... a esta altura eu já estava acostumada.

Levei documento, ex chefe assinou... no dia seguinte chego na faculdade com a papelada e toda e... e... e... (quem adivinhar, ganha um kit esotérico da inveja). O setor encarregado de assinar os papeis estava fechado. Isso mesmo, f-e-c-h-a-d-o!!! Disseram que era o dia de atendimento interno (eu sempre achei que atendimento interno em uma faculdade significava atender os alunos... mas não, na MINHA faculdade atendimento interno é quando eles fecham as portas e vão arrumar a bagunça que fizeram pra não acumular com a bagunça do próximo semestre).

Passou o fim de semana e Louisinha voltou na faculdade, entregou documentos do trabalho antigo, documentos do trabalho novo. Tudo perfeito e fui embora feliz da vida começar meu novo estágio. Claro que não, a coisa mais linda do mundo que trabalha na minha faculdade, aquele anjinho de candura, aquele ser puro, verificou e disse que no meu contrato constava que eu estava no 7º semestre e no sistema constava que eu estava no 2º semestre (pense aí, eu tô na faculdade desde que inventaram o curso de jornalismo e tô no 2º semestre). Daí, o procedimento era solicitar um atestado de porcentagem do que já cursei e levar lá pra eles assinarem.

O atestado demora 48 horas úteis pra ficar pronto, já se passaram mais de 100 e nada. E aí que eu fui lá na faculdade hoje decidida a armar um escândalo e matar todo mundo... mas nem funcionário pra isso tinha lá. Voltei pra casa tão emputecida que minha única saída foi desabafar com vocês.

Mas o mais meigo da história é que, quando a parada ficar pronta, eu vou ter que voltar no CIEE, enfrentar milhões de filas pela vigésima vez e pedir encarecidamente para que eles façam outro contrato, já que o que tenho está completamente defasado. Se tudo der certo e a Instituição ainda me quiser, depois do Carnaval eu terei dinheiro, mas e minha vida emocionante? Comofas???

Não posso começar a trabalhar agora e ter a certeza que no final do mês receberei dinheiro para quitar minhas dívidas referentes ao Carnaval, porque oi? Passar o Carnaval sem adrenalina vai ser foda. E o Carnaval, apesar de não valer nada, eu gosto dele, sabe? Genes. Baianidade em genes.

Mas Louise, você não tem dinheiro para sair em qualquer bloco com um pouco de dignidade, certo? Certíssimo. O que eu tinha peguei todo e paguei a minha adorada faculdade, que só me dá alegrias (não consegui uma bolsa de estudos por mais que um semestre. Parece que eles só gostam de dar para pessoas inteligentes e esforçadas. Vou tentar abrir um movimento de cotas para burrinhos preguiçosos).

Quero sair no Inter, Cheiro e Eva (na Timbalada também, mas aí já seria delírio fortíssimo) toda chique e Paris Hilton, porém custa muiiiiiiiitos dinheiros e mais cerveja e mais táxi e oi? Se eu tivesse muitos dinheiros hoje estaria casando, então vamos de pipoca mesmo, trem, carroça e carrinho de mão, com isso eu gasto quase nada com uma festa que sempre critiquei.

Olha, e você vai à merda com essa história de “no final vai dar tudo certo”, que meu humor tá bom não, eu preciso comer, comprar roupas e pagar as minhas contas hoje e não no final da história, quero hoje e sou impaciente, aí tem gente que fala: por que você não faz um regime? E porque você não vai tomar naquele lugar? Estou precisando de dinheiro e não de conselhos. Bom, legal também seria parar de comer e quiçá parar de tomar banho porque o sabonete vai acabar uma hora dessas e começarei a tomar banho com pasta de dentes, que também usarei como desodorante e para lavar os cabelos.

Passei a tarde na cama com uma cara de coitada de mim e odeio ser uma pessoa coitada de mim, eu não posso ser uma pessoa “coitada de mim” porque minha vida já mostrou a absurda capacidade de dar a volta por cima, pelo lado e por trás, entonce se o dinheiro não dá pra sair no Eva vamos tomar uma cervejinha e começar a pensar no plano B.





"e ela pulou pela janela... pra ganhar tempo”

Desabafo insano

Favor não levarem esse post em consideração, afinal eu não sou tãããooo ruim assim, nem quero o mal das pessoas, apenas preciso externar meu ódio, que lugar melhor que meu blog?

FUNCIONÁRIOS DA ESTÁCIO DE SÁ, BANDO DE FDP!!!!!!!!!!!!!! MORRAM TODOS CAGANDO SANGUE, QUE O DEMO EM PESSOA VENHA PEGAR CADA UM DE VOCÊS!!!!!!!!! VÃO ESTUDAR E FAZER CONCURSO PRA QUALQUER MERDA! NÃO TENHO CULPA SE A MÃE DE VOCÊS VIVE NA ZONA E VOCÊS NÃO SABEM QUEM SÃO SEUS PRÓPRIOS PAIS. EU IMAGINO QUE É TRISTE, MAS FOOOOOOOOOOODA-SE!!!!!!!!!! QUE VOCÊS TODOS SEJAM ATROPELADOS POR UM BANDO DE HIENAS, QUE APANHEM NA RUA QUANDO FALAREM ONDE TRABALHAM, QUE MORRAM TROPEÇANDO NOS PRÓPRIOS CADARÇOS, QUE ENGASGUEM COM SUA PRÓPRIA SALIVA E MORRAM. QUE VOCÊS QUEBREM OS DENTES NA CALÇADA E QUE CACOS DE VIDRO ADENTREM O SEUS RESPECTIVOS ORIFÍCIOS ANAIS.


É o que eu desejo profundamente a vocês, tenham um ótimo Carnaval.

Grata,

Ass: Desempregada conhecida internacionalmente pela célebre frase “Judas, quer ajuda?”

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Crise bloguística (Parte 3)

Meu blog é pobre! Não é o blog de uma pessoa pobre (embora eu só o tenha porque é de graça), é um blog pobre, eu tenho quase vergonha dele.

Vejo um monte de blogs cheios de firulas, coisas que brilham, piscam e me cegam, blogs com um layout foda, blogs legais de moda, de humor, de pessoas que têm assunto, que viajam o mundo todo, entendem de tooodos os assuntos, falam de política, de todos os livros, filmes, lançamentos de tudo, perfumes, carros, músicas... conhecem todas as bandas, dos lançamentos de rock alternativo vietnamita ao coral do concerto de dança moderna russa, moram na zona nobre, são chiques, lêem três livros por dia, sempre têm uma opinião formada sobre qualquer coisa (eu continuo preferindo ser essa metamorfose ambulante/toca Rauuuuul), têm um milhão de links legais dos miguxos...

Eu fico me perguntando se tem algo de errado com minha vidinha de suburbana trabalhadora (desempregada), meu blog não tem nem Adsense (quem dos meus milhares de leitores irão clicar no "Compare preços de copos descartáveis?'), não tem uma montoeira de nada, é um blog tão comum de uma pessoa tão comum... não vivo na nigth soteropolitana, minhas roupas são da C&A, adoro um boteco, ando de ônibus todos os dias, me divirto namorando vitrines dos shoppings, vou à feirinhas de roupas (não porque acho fashion comprar a sandália feita à mão pelas freiras escandinavas, mas é que as roupas são legais e têm preço bacana), leio livros que ninguém admite que leu, vejo filmes bregas, ouço as mesmas bandas há anos, enfim... eu sou comum, não sou hippie, não sou fashion, não sou intelectual, não sou cult, e gosto disso...

P.S.: Não se engane, não é porque eu leio livros toscos e vejo filmes bregas que eu não tenho bom gosto e visão crítica cultural. De cinema eu entendo o suficiente para fazer resenhas de uns 10 filmes do Almodovar e mais uns 20 outros europeus... e provavelmente eu também já vi mais filmes nacionais que você (mas isso não me redime por perder tempo assistindo tudo quanto é coisa trash que passa na Sessão da Tarde).

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Odoiá

Aqueles que me conhecem de perto sabem que eu não sou assim tão normal quanto aparento, até porque de perto ninguém é normal mesmo. Entre minhas idiossincrasias, pode-se apontar o fato de ser do tipo “baiana de todos os santos” puramente por conveniência: há muito tempo que não acredito em igreja católica (mais tempo ainda faz que não piso em uma). Mesmo tendo sido criada em uma família Cristã Apostólica Romana, já fui evangélica por alguns meses (e creiam: isso foi um ato de rebeldia, já que a intenção era contrariar), passei por alguns centros espíritas, fui até onde o Judas perdeu as meias (porque as botas ficaram 37km antes) para tomar o chá do Santo Daime e, em um belo dia, resolvi que esse negócio de religião não é minha praia. Mesmo assim, por motivos maiores que a minha vontade, no dia 2 de fevereiro, jogo flores ou acendo um incenso pra Iemanjá; no dia 19 de abril, faço a louvação a Santo Expedito; no dia 13 de junho, acendo uma vela para Santo Antônio; na última sexta-feira do ano, tento ir ao Bonfim, e por aí vai.

Que eu saiba os santos não têm programa de fidelidade nem exigem regime de dedicação exclusiva. Dessa forma, posso dizer que minha devoção tem como princípio a lógica tribalista do “eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo, e todo mundo me quer bem”. E acho que eles me querem bem de verdade, pois não tenho do que me queixar. Até quando as coisas não saem como o esperado, se os contratempos forem vistos com o filtro do humor, ainda assim é possível extrair boas histórias para contar e depois se divertir com elas.


E, como disse Caymmi: Chegou, afinal o dia dela chegou!




"Pois hoje eu quero viajar prá lá do céu,
Onde não haja fronteiras para me barrar
Quero subir nas estrelas e de lá ver o mar,
Ver o sorriso da criança livre a brincar
E vou plantar uma semente no seu coração,
Para colher futuramente uma nova nação
Desigualdades e injustiças há de acabar,
Porque sou filho de Ogum e de mãe Iemanjá

Iemanjá, vem lavar a nossa fé
E Ogum, pai do sol,
Ilumina o meu caminho, eu quero viajar"

Sacanagem




ahiauhaehaiuahae... não adianta ser bairrista e ficar puto porque foi engraçado! kkk